terça-feira, 13 de outubro de 2009

Insônia

Três horas da manhã. E eu por ora. Eu sem, ora. Queria ouvir uma música que me trouxesse você. Que dor. Ardor. Adoro. Amor? Uma música que me falasse desse seu soul. Três horas da manhã. E eu senhora. Cem por hora. Sem Paulinho da Viola...

Quatro horas da manhã. O tempo voa. Os meus pensamentos também. Ora em você, ora em nada. Hora vaga. Vagalume. E vanguarda. Eu queria roubar você. Por um segundo. Por uma hora. Para o meu quarto. Sem demora...

Cinco horas da manhã. Esta é a hora da troca de guarda de quem não tem rei. Nem coração. Ação. Só hora. Só oro. Sem fé. Cinco horas da manhã. E o ponteiro insiste em marcar um tempo que já se foi para sempre...

Seis horas da manhã. Hora de levantar. Já? Estou com preguiça de me maquiar. Arrumar. Esconder as minhas olheiras. Todos vão perceber e dizer sobre as horas que passei...
... e você ficou!


Saio, então, de óculos escuros!

9 comentários:

Lolla...doida varrida! disse...

NÃO SOFRO DE INSONIA, MAIS OCULOS ESCURO AJUDA MUITO. PELO MENOS ATÉ O CAMINHO PQ DENTRO DO TRABALHO Ñ DÁ PRA USAR NÉ?
TEM UMA RESPOSTA PRA VC LÁ NO MEU BLOG.PASSA LÁ APROVEITA E LER O ARTIGO PQ TÁ MUITO INTERESSANDTE. VAI MORRER DE RIR.
BJUSSS

disse...

Ah, certas noites me vejo assim também, e na hora de levantar me dá um sono, uma preguiça... rs..

ah, adorei :)

Erica Ferro disse...

Xará, conhece aquela frase "Penso, logo não durmo"?
Então, eu nunca tive insônia mesmo, assim pra valer; mas, se eu começo a pensar em algo relevante, perco o sono e fico devaneando por muito tempo até cair no sono.

Mas, olha, tua insônia te rendeu lindas palavras, viu?
Gostei muito! ;)

E, em relação aos óculos escuros, noooossa, não saio sem os meus.
Lamento um pouco quando a noite chega, pois tenho que tirá-los, hihi.

Erica, ameeei teu comentário.
Realmente é difícil escrever um poema com nexo e com apenas uma letra. =D

Beijinho pra ti.
Ótimo dia!

David Sento-Sé disse...

Mais uma vez ele a rondou por toda a noite. Era o mesmo deitar inquieto, velho companheiro, que lhe tomava as noites a encher a cabeça tola de idéias e planos, sonhos que não lhe deixavam dormir. E ela gostava disso. Era a hora produtiva do seu dia onde não se interrompia por nada.
Perto dela, como um anjo que pastoreia uma criança, sua imagem em saudades balançava de lado a lado o seu pensar rasteiro. E um misto de imagens lentas de momentos passados a atropelava sem pena numa avalanche de planos futuros, possíveis ou não.
Ultimamente, ele tinha compartilhado muito dessa sua hora. Olhos no teto. Olhos nos cantos. Há luz. Um pio, latido, estalo. Um Tic, um Tac.
Virava e rolava em silenciosos lençóis, cúmplices se contorcendo em dobras a escrever mais um capítulo. Vinha o rosto, os olhos, vinham as mãos, vinha cada pedacinho dele lhe assombrar prazerosamente e inteiro ou aos pedaços, era ele na sua mente a dizer que também sente, ali, assim tão presente. Ele não prometia nem mentia sempre, mas continuaria ausente.

É certo que hoje a noite, ele a encontrara novamente. E só sua pele vai estar ausente.

Giselle Costa disse...

kkk eu AAAAAMO isso tudo. É divertido demais ler você. Real, simples, profunda. Quem não passou por uma situação assim?

Amei.. não pare nunca.

bjs

A Magia da Noite disse...

as vezes ficar de vela, não dormir, é deixar o espírito desperto para sentir.

Solange Maia disse...

Erica,

que encantadora brincadeira com as palavras... e com as faltas... ai...

Um texto adulto com leveza de letras de criança...

ficou incrível.

adorei.

beijão....

Mariana disse...

Perambulando por alguns blogs ,
gostei muito daqui !

Me identifiquei muito .
afinal que nunca sofreu de insônia , é aqueles
turbilhões de pensamentos que ficam afoguetando
a nossa paaz .
adoreeeeeeei
to seguindo já, volta no meu tb!
Grande beijo !

marinaCavalcante disse...

Simplesmente adorei. Parabéns pelos textos... sempre muito criativos tanto na forma quanto na linguagem.

Ah, corações alados! :D

Um beijo!