terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Sexo Frágil

Sou de Marte, o planeta vermelho. Protegido por Jorge. O 'são'. Que é lelé-da-cuca. E me empresta o dragão, sempre que for preciso. E é, toda vez que caio. Carrego bem as minhas cicatrizes. Sou guerreira, já diz a minha tatuagem...

... mas ainda adoro receber flores*, como toda retirante de Vênus.

(*flores, bombons e telefonemas de boa noite)

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Run Forest, Run!

Se você me adora, diga agora. Talvez seja a hora certa. Sei que não vou fugir, mesmo se ficar confusa. E não vou para nenhum lado, apesar do embaraço. Aproveita e fala o que pensa, se isto for bom para nós dois. Prometo que não vou correr...

... já que consegui inflamar os meus dois tornozelos.* :(

(Texto fictício, mas fique à vontade para dizer se gosta de mim (hehe), talvez isto ajude na recuperação, já que as dores são reais).

* Consegui fazer isto, correndo uma hora por dia, todos os dias. Muito impacto para quem vive nas nuvens...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Penumbra

O véu caiu?
Porque estamos desnudando todas as nossas falhas. Como se fôssemos um velho casal que não se ama mais. Ou que nunca se amou, vai saber? E ficou junto por alguma razão. Conveniência, talvez.
O véu caiu?
Porque estamos revelando todos os nossos erros. Detalhadamente. Como se eles fossem navalhas afiadas e pudessem deixar a nossa pele em carne viva. Só para lembrar que ainda há algo que pulsa entre nós: a dor.
O véu caiu?
Porque não o vejo mais com brilho nos olhos e nem cantarolando quando faz o café.
O véu caiu!
Eu sei.
Eu sinto.
Mas, mesmo assim, ainda quero recomeçar...

... porque se há sombras, necessariamente tem que haver luz!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Coração Partido

Não, não é inédito. É deja-vu. Plágio. Repetição. Não, não é recente. É receio. É medo. Pois, já vi o final. Acaba em um dia cinza com vento. E lágrimas no rosto de alguém. É bis, eu sei. É bizarro. Sempre o mesmo cenário. A mesma mocinha. Só um novo vilão...

...que se parece com todos os outros, aliás.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Preciso te escrever

Eu adoro ler você.
Quando você fica triste ou chora escondido no quarto, a sua janela da alma se fecha. E os seus olhos ficam pequenininhos como se você fosse nissei. Mas, se por algum motivo você se assusta ou tem medo de algo, as suas pupilas dilatam-se e gritam por socorro. Cândura.
O seu sorriso é sempre mistério. Enigma gostoso. Que eu ficaria horas para desvendá-lo. Mas, não posso e nem quero. Prefiro sonhar com o significado.
Vermelho realmente é a sua cor. Para a camisa e para a sua falsa timidez, quando alguém diz o quanto é bonito.
Mas, nem sei onde mora e para onde vai com tanta pressa quando passa por mim. Só sei que adoro ler você...

... e algum dia, preciso te escrever.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

:( for :)

Das histórias que nunca começaram, sei um livro. Sou um livro. Dos amores que não são de mão dupla, percorri quilômetros. Dos contos de fadas, sou a plebeia. A não convidada para o baile. Mas, diante das dores do mundo, sou 'cigarra'; sou página em branco, sou caminho florido. Então sorrio. Sigo em frente. Canto mesmo com a idéia de possuír um coração partido...

... e se pudesse, ajudaria de verdade alguém. Trocaria de dor.


(Um haitiano de 15 anos morreu com um tiro dado por um policial compatriota. E ele morreu agarrado à um saco de arroz dizendo que não havia roubado. Há dor maior? Há dor maior?)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Paul Lênin

" Ele gostava tanto dessas palavras começadas por in- invisível, inviolável, incompreensível- que querem dizer o contrário do que deveriam. Ele próprio era inteiro o oposto do que deveria ser. A tal ponto que, quando o percebia intratável, para usar uma palavra que ele gostaria, suspeitava-o ao contrário: molhado de carinho. Pensava às vezes em tratá-lo dessa forma, pelo avesso, para que fôssemos mais felizes juntos. Nunca me atrevi" (Caio Fernando de Abreu)

Todos pensavam que era um pseudônimo ou algo inventado, mas não, era este o nome dele mesmo. Legítimo. De batismo e cartório.
Filho caçula de um pai com um idealismo comunista e de uma mãe fã de uma certa banda inglesa, o nome escolhido não poderia ser diferente. Ele se chamava Paul Lênin.
E era dessa forma que gostava de ser chamado. Não só pelo primeiro nome e muito menos pelo segundo, ele tinha que ser chamado pelo conjunto. Assim como são chamadas as Marias Carolinas e as Anas Luísas.
Ele era bonito. Não Giannechini, não Cauã Reymond, mas de certa forma bonito. E possuía charme. E sabia como usá-lo. Sabia-se bonito.
E isto o deixava INSUPORTÁVEL. Palavra esta que ela aprendeu a usar com ele. E haviam outras características que ela não suportava (ela não tinha tanto suporte como imaginavam).
Mas, ela não o deixava. Pelo contrário, não se imaginava feliz em outro lugar.
Ele bebia, era da noite, era promíscuo. Mas possuía algo que fazia com que ela voltasse sempre: Ele escrevia.
INSUPORTAVELMENTE BEM!