sábado, 31 de outubro de 2009

Frankenstein

Dez horas da manhã. Tenho análise. Meu psicanalista me espera. Não sei sobre o que vamos falar. Não faço script. Sempre é inédito. Talvez revele sobre o sonho que não tive e conte sobre o pesadelo que me persegue: eu nua em cima do telhado. Exposta. Frágil. Merecedora de cuidados. Mas, não falo sobre nada disto. Quando deito no divã, me vêm outros pensamentos.Nada de importante. Meu inconsciente ainda se esconde.Digo banalidades, portanto. Preocupações do meu dia-a-dia. -Use a sua criatividade à seu favor, ouço o meu médico da alma dizer. Abro um sorriso amarelo. Penso:'Tarde Demais'! Já inventei um amor para mim...

E ele tem doído...

10 comentários:

Felicidade Clandestina. disse...

Adoreeeei o/

Pena que dói.
Mas amar por si só é aquela
dor que é melhor sentir do que
nunca ter sentido.

:*

Emilia disse...

Frankstein era um monstro montado parte a parte por cientista em um castelo. você fez um paralelo com o texto? de se construir para os outros?
beijos

http://www.criandocenarios.blogspot.com/

Tatiane Trajano disse...

Ah sim, dói!

=/

Beijinhos

Luna disse...

e só pra reforçar, dói mesmo.

disse...

Leu meus pensamentos, érica. PODE CONFESSAR

hoje eu escrevi sobre ter inventado oamor que digo sentir, mas..ao contrário do que eu disse no texto, eu nao superei.Não acordei.

e essa frase me deu um tapa

'Tarde Demais'! Já inventei um amor para mim...

E ele tem doído...

Erica Ferro disse...

O meu nem dói mais.
Doeu tanto, que a indiferença da outra parte me anestesiou.

Lindo, Erica.
Beijo.

marinaCavalcante disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
marinaCavalcante disse...

Ah, Erica... gostei!

=)

- E o pior é que não controlamos
a mente, não é? Inventamos, ás vezes,
por um descuido... então, caímos na realidade quando dói e aí
já é tarde demais.

Um grande abraço!!!

Marie disse...

Se ele tem doído, desinventa. Cria um antigo que traga boas lembranças.

P.S: Já tive um sonho desses e foi estranho pakas.

David Sento-Sé disse...

Louvemos então os tolos, os fúteis, os superficiais, que nada pensam só agem. Sem medir, sem análise, sem senão ou talvez, eles fazem o sem pensar e assim, se fazem.
Mania estúpida de pensar e refletir antes de fazer; ao final, virá o tempo a lhe consumir por não ter feito, por não ter dito e não ter sido. Por ter perdido o próprio tempo a pensar.
-Será que ele pensa em mim?
Pronto. Mais um pensamento inútil e sem fim.