sábado, 19 de dezembro de 2009

Rua da Saudade, sem número

É estranho quando uma rua perde o sentido e passa a ser somente a rua em que morávamos. Assim, dita no passado. O portão azul continua pintado da mesma cor, um pouco mais celeste, mas ainda azul. E os carros continuam passando da direita para a esquerda. Nada mudou. Somente nós. Tenho vontade de perguntar se alguém daquela casa é feliz. Como se a felicidade fosse um tesouro que esquecemos e deixamos para trás. Mas, não aperto a campainha. Sento na calçada e fico vendo as lembranças passarem. Uma a uma, de cores variadas. A saudade aproveita o momento e estaciona ao meu lado e me faz companhia até o entardecer. - Moça, você está perdida? Ouço alguém dizer. -Sim, estou...

... e me dá uma vontade de chorar.

17 comentários:

Pâmela Marques disse...

Alguns lugares doem também, mais que palavras e pessoas. Sinto isso vezenquando.

Fernanda disse...

Tem tanto lugares que não entendemos se foram nós que mudamos deles,ou eles que mudaram de nós,e o esquisito que em isso tudo não saimos do mesmo lugar,chega a ser triste,as vezes dói.

Mariana Andrade. disse...

lembranças se perdem em nós, e nós nos perdemos nelas.

e me deu ataque de nostalgia agora.

garotabossanova disse...

O seu texto me lembrou a minha casa, morei um bom tempo de minha vida numa vila e depois de anos voltei lá...eram as mesmas casas ,mas as pessoas e a atmosfera tinham ido embora...lembro d dor que senti,da emoção...foi bacana. Adorei seu blog. Eu volto! Abraço!

Jéssica Trabuco disse...

Nossa que gostoso esse texto, vc tem o dom de passar os sentimentos por palavras.

;)

Ahh saudade!

Solange Maia disse...

Erica,

Estou encantada...
Te ler hoje, foi me ler do avesso.

Escrevemos sobre o mesmo tema, sobre essa emoção da casa que já foi nossa... sobre o que trouxemos de lá... sobre quem somos....

Linda a tua interpretação.
Linda.

Me fez encher os olhos d'água...

beijo carinhoso

Mikaele Tavares disse...

Saudade de vez em quando faz bem, mesmo que aperto o peito..
Beijos

Claudinha ღ disse...

"A saudade que parece estar sempre ao redor dos pensamentos, traz junto com ela as lembranças do passado de um tempo que foi bom, não é mesmo. Dá pra sentir a doçura desse lugar lendo esse texto. Mas não fica só na calçada não, bate à porta, entra, relembra cada cantinho, faz amizade com quem ali mora agora e volta outras vezes pra sentir mais disso..."
bjs
Att: Claudinha

Anthony Dostoiévski disse...

Isso me lembra uma história de Luiz Fernando Veríssimo, onde um homem volta pra mesma cidade, entra na mesma casa, está tudo igual, mas as pessoas que estão lá não são as mesmas...
muito massa
bjim

Gisa disse...

... puxa, fiquei sem palavras.

Solange Maia disse...

Erica,

eu aqui de novo....

dessa vez para agradecer ter podido vir aqui durante esse ano, colher tanta riqueza e levar comigo essa energia infinita que sai de você....uma fofa...


Desejo-lhe um feliz, feliz, feliz Natal !!!

Afinal, Natal é amor.
Toda vez que amamos,
toda vez que nos damos, é Natal.

Beijo muito carinhoso

Renato Hemesath disse...

Érica, lindas reflexões! me fez pensar sobre o propósito das coisas que construídos e a possibilidades de que estas percam o sentido que um dia existiu.

Abraços!

Mais um imundo no mundo impuro. disse...

e não é que dá vontade mesmo de chorar?!

Tata disse...

Poxa1 Não fique triste!
Sentir saudades já diz que vc foi feliz ali.Se foi feliz então é isso que conta. saudades de uma época. O nome já diz época.Já foi. fez parte, não mais.Então leve o que somente ficou de bom, do lugar, da pessoa,enfim... lembre-se que agora é o ontem de amanhã!
então viva o hj!Esse é o que importa.

bjinhos

disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
disse...

me dá vontade* de me encontrar

Erica Ferro disse...

Ah, a nostalgia...
Ela sempre me aperta os olhos, essa danada!

E é natal... e eu quero chorar mais.