segunda-feira, 14 de março de 2011

O Jardineiro fiel

Meu coração estava cheio de sementes de esperança e fé. Dariam frutos bons. Mas, para isto, era preciso de água, amor. E um pouquinho de sol. E você me deixou em um quarto escuro e no frio...


... e o meu coração morreu de sede.


(Não , eu não era cacto)

sábado, 12 de março de 2011

...sobre o que eu não sei

Se não se perde aquilo que nunca se teve...

... porque eu choro tanto?

quinta-feira, 10 de março de 2011

Nenhum casamento e nenhum funeral

Sem pedir licença ou bater na porta
hoje a saudade veio com toda força
só para me machucar.

E arranhou os meus discos,
relembrou poemas,
e colou fotografias velhas.

E sim, eu sei, a culpa foi dela...

..fez chover aqui o dia inteiro!

segunda-feira, 7 de março de 2011

( )

O seu amor, mesmo que fosse de mentira, era o meu oxigênio. E quando acabou (ou eu acordei) não fiquei sem chão, fiquei sem ar. E com um enorme nó no meio da minha garganta que não me deixava gritar...


... e sem voz, como alguém poderia me salvar?

sábado, 5 de março de 2011

Soul

Com chuva e flamenco, será assim o meu dia
Vou passar as horas recordando tudo aquilo que não vivi
Mas, que o meu coração sentiu de alguma maneira

Fecharei os olhos
Mas, não vou dormir
Ficarei contemplando-me por dentro...

... e talvez descubra de qual matéria sou(l).

quinta-feira, 3 de março de 2011

Dia Frio

Tenho lido mais do que escrito. E tudo bem. É tempo de calmaria. Outono chegando, vinho bom na mesa e livro me esperando na cabeceira. E sempre, sempre, esta saudade de você. Mas, ela não tem me corroído. Tem estado mansa...


...porque aprendi a contar os dias.

terça-feira, 1 de março de 2011

In

Escrevo para espantar os fantasmas. E eles são muitos e todos com correntes pesadas. Fazem barulho e às vezes me assustam. Escrevo para clarear o dia, acalmar a chuva e matar a saudade. Eu escrevo para pedir desculpas. E é tão fácil colocar no papel. As palavras que são donas de mim. Escrevo sobre aquilo que o coração sente e deseja, mas ainda não ousa dizer em voz alta...


... e eu ainda nem sei o porquê.