quarta-feira, 14 de julho de 2010

could be love, but over now

“ Alguns dias atrás, Deus- ou isso que chamamos assim- enviou me um presente ambíguo: Uma possibilidade de amor. Ou isso que, com alguma pressa e um certo descuido chamamos de amor”

Acho que me apaixonei e não tenho vergonha de dizê-lo. Confesso, porém, que não esperava.De repente, encontrei uma pessoa que me fez sorrir. E sem que eu percebesse, lá, eu estava brindando: à vida boa que eu quero e mereço ter! Fez me descobrir que os meus átrios e ventrículos pulsam, batem, ‘latem’ ou qualquer outro verbo que possa demonstrar o quanto o meu coração ainda está vivo. Sim, ele está!
“A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida”, como diria o Poetinha. E infelizmente aconteceu mais um: desencontramos- nos dentro dos nossos próprios desejos. Tínhamos sedes distintas e medos palpáveis. Resultado: nada ocorreu. Nós ficamos presos nas possibilidades, no ‘se’, no vir a ser... mas, nem tudo isso roubou a magia do nosso encontro, e nem por um segundo sequer, tem diminuído a minha saudade.
Só não aconteceu.
E isso me dói, machuca.
Às vezes, sangra.
E em alguns momentos, isso me deixa feliz, por eu ter (quase) vivido aquilo que poderia ter (quase) virado amor...


(Texto antigo para este dia frio que não me inspirou...)

18 comentários:

Mariana Amorim disse...

Mas sempre penso que são esses quases que nos deixam com aquela interrogação no meio da testa. E quando acontece não me pergunto se é amor e sim porque não eu.
Amar é tão bom e acho que não há átrio que resista esse pulsar universal.
Beijo,
Adoro ler-te e já estava com saudades enormes do seu cantinho.
:D

Ká ou Kaká. disse...

Érica, se tudo foi um 'quase' é pq tinha que sê-lo. ãs vezes, é melhor assim.

E vou discordar de vc: esse dia frio te inspirou sim... a postar um texto antigo. De certa forma foi uma inspiração, não?

Lindo demais!

Beijos.

Em@ disse...

Sendo um texto ficcional ou autobiográfico (não interessa para o caso) ficou no quase porque um dos não deu o 1º passo. às vezes é preciso que isso aconteça, principalmente quando as 2 personagens estão inseguras e agarradas aos seus medos.Se um avança o outro acaba por ir atrás. :D

beijo , Érica.
ah, faltou dizer que o texto esta muito bem escrito e que eu gostei muito.

Tatiane Trajano disse...

Nesse caso, não gosto do quase.

=*

Sta Olyver disse...

E se tivesse acontecido quem seria voce agora???...rs...
qto ao que respondestes no blog sobre musica... um réplica se me permite...é so uma resposta a pessoas que precisam de drogas pra se divertir... Eu preciso de musica, só musica...
Luz para ti... e muitos outros sonhos e outras tantas incertezas que possam te encher de palavras para presentear teus leitores de ontem, os de hoje e aos que virão... bjos

Erica Ferro disse...

O quase, nesse caso, me angustiaria muito.
Não consigo me acostumar com as coisas que seriam tão bonitas se tornassem-se reais, mas não tornaram-se.

=**

Reh.invente disse...

Paixões, o porque desse sentir?
Adorei texto

Priscila Rôde disse...

Quase amamos, quase vivemos. Vamos sobrevivendo nessa certeza de que o se talvez, nunca deixará de ser.

Luna Sanchez disse...

Ah, Erica...esse texto me emocionou e me deu um medinho, sabe? Não quero mais saber do "quase". =\

Beijos, flor.

ℓυηα

Anthony Dostoiévski disse...

É...
o que resta é mandar notícias do mundo de lá...
pois quando alguém vai embora, o que nos resta é a saudade e a vontade de o que uma dia já foi plano...

bjim e bom texto

Kenia Cris disse...

Antigo ou não, o texto revela um sentimento autêntico, duvido que alguém não se reconheça em algum momento nessas palavras. Lindo Erica.

Beijo sempre grande. =*

ErikaH Azzevedo disse...

E um susto me deste, pq tenho te visto muito mais sorriso , muito mais coração pulsante nos lábios, nos últimos post, mas este é apenas um texto antigo...que os teus presentes sejam de amor vivido mas nunca consumido minha flor.

Bjinhos

Erikah

Nara disse...

Quaaaase?

Ai, quase não. Quase me dá arrepios. Eu gosto de chegar lá.

=/

Beijo,
Nara

Léo Santos disse...

Bah! Que judiaria... Não deu? Cuide para que da próxima vez não te escape, pois, não há outra forma de rir à toa, caminhar cantando e pular num pé só.

Um abraço!

A.S. disse...

Erica,

A vida é para ser vivida intensamente! Por vezes quando menos se espera abre-se um novo sol que revitaliza nossas emoções... Evita a sombra e abre os braços ao sorriso!

BeijOOO
AL

Naty Araújo disse...

E tudo num quase...

Aaaaaaaii ainda bem que vc postou.. me fez bem ler.
Amei... Que inspiração o friozinho nos dá, né? rs. Ele te inspirou a postar logo o texto antigo rs

Beijos.

Renato Hemesath disse...

meldels, que coisa linda!

Ah, Érica, de quando é este texto? (aqueles mais curiosos, ha) me identifiquei com alguns elmentos que você citou, dentre eles os encontros que nos permitimos e daqueles que, ainda que não esperados, nos complementam e marcam as nossas vidas de tal modo...

Bom como não lembrar do filme "A lot like love" (De Repente é Amor), adoro este filme! *_______* prá mim não é só mais uma mera produção americana, gosto deste hogo com as possibilidades e a maneira como o sujeito se relciona com seus passos diante do 'se'. E como não lembrar do desejo do obsessivo?!

Enfim, ótimo frio prá você! haha, tu gosta? eu amo.

Beijos

MAILSON FURTADO disse...

Excelente texto!!!

Parabéns, belo blog...

PARABÉNS!!!

Acesse:
http://mailsonfurtado.blogspot.com