domingo, 18 de dezembro de 2011

Me muero

E a vida esvazia-se de mim, lentamente, pouco a pouco à cada expiração. Eu, já de olhos fechados,olho-me por dentro. E vejo os meus sonhos, só sonhados por mim. Não a dois. Adeus. É possível sim, morrer de amor...


...me muero!

domingo, 4 de dezembro de 2011

Quem mexeu no meu queijo?

Dezembro é sempre o mesmo. Devastador. O seu vento leva para longe o que eu amo. E continuo em pé: janeiro está logo aí. Passa logo, voa dezembro. Meu Natal é ás avessas: nunca ganho...

... sempre roubam de mim!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Estranhos no ninho

Somos dois estranhos novamente, um para o outro. Com cuidados nas palavras. Um não saber dizer, tateando no escuro. O que eu me tornei para você, se ainda sou a mesma mulher? E corre o mesmo amor em meus vasos. Nada mudou e apesar disso, somos outras pessoas. Desconhecidas. Com silêncio no olhar. E as mãos prontas para dizer adeus...

... mas, me nego.

domingo, 6 de novembro de 2011

Distante

Que bom que você não tem memória e nunca amou ninguém. Eu sofro de reminicências e enfarto de desejos. Meus sentimentos transbordam pela pele e desabrocho todo dia pela manhã.
Que bom que você não tem memória e segue a vida em frente. Eu contemplo a estação e espero um trem fantasma. E em minha vitrola ainda um tango de Ravel.
Que bom que você não tem memória e brinda sempre com os amigos. Eu coleciono cicatrizes e dialogo com o silêncio.
Que bom que você não tem amor e nunca memorizou ninguém...

... eu sei de cor cada sorriso seu.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Sobre jardins

Depois da semeadura, a espera.
Florecerá o amor que plantei em seu coração?
Qual será o fruto de nós dois?
Quão rigoroso pode ser um inverno?
Espero.
E inauguro uma esperança breve...


... feito flor de montanha, que ninguém vê.

sábado, 22 de outubro de 2011

João e Maria

No meu faz de conta, era tudo tão bom. Não éramos apenas você e eu. Éramos mais. Éramos nós. Conjugados no plural. No tempo mais que perfeito. Mas, será que foi só eu que sonhei? Só eu que escrevi esta história? E se sim...

... que fim dou para o que eu mesma inventei?

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Nossa história

Ainda dá tempo de seguir outra prosa, de dançar outros boleros e fotografar outras paisagens. Há tanta vida pulsando aqui dentro, não vê? Tanto poema esperando para ser escrito. Não vou arrancar a nossa página, nego-me. Escrevo por cima, se for necessário...


...tenho o maior orgulho de nós dois.


(A nossa história apenas está começando)