sábado, 13 de novembro de 2010

Sol da meia -noite

Talvez o seu amor por mim foi apenas um sonho que eu mesma inventei
E que agora, mesmo com toda dor, terei que despertar.
Os meus olhos teimosos insistem em ficar fechados
E os meus pés acovardados, têm medo:
Em que chão pisar?

... já que só sobrou abismo.



(Alguém me joga uma corda)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Você em mim

Também te quero
Ao meu modo, confesso
Um pouco confuso
Com brilho nos olhos
E com um gosto na boca de mais
Mais, mais...
... a cada manhã!


(Mas, mesmo assim, eu escovo os dentes)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Ilha

O sol está forte aqui deste lado da fronteira. Mas, está nublado em mim. Com previsão de chuva. A trovoada me atormenta e não me deixa escutar os meus próprios pensamentos. O que será que penso? Não penso. Reajo. E caminho sem guarda-chuva. Sem proteção. Quero que o vento me leve para algum outro lugar...


... bem distante de mim.

domingo, 7 de novembro de 2010

Egoísta

Ah, meu coração de vermelho forte
Que sangra
Pulsa morte
Um dia espera parar de doer...

...E ser só músculo.

sábado, 6 de novembro de 2010

Aquarela

Dia frio, sem você por perto. E não consigo ler, falta-me concentração. Por onde andam os seus olhos? Os meus pensamentos conseguirão encontrar os seus? Saudade. De qual cor é o amor não correspondido? Alguém pode me dizer?


...quero tirar esta cor da minha tela.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

tu-tu-tu

Ah! Eu lhe quero por perto. Respiração a respiração. Olhares cúmplices e cuidado. Quero a sua pele esbarrando na minha. E meu pé pisando no seu. Eu Quero dançar com você, por horas. Sem ritmo. Sem tempo. Sem música. Só a nossa pulsação...

... já que os nossos corações cantam.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Super herói

Quando o amor falha, apego-me à memória. Ao tempo em que acreditávamos que, o que sentíamos era para sempre. E fazíamos promessas. E sorríamos só por nos gostar. Quando o amor falha, corro para as fotografias. E vejo de novo a minha mão sobre a tua e o teu olhar indo de encontro ao meu. Quando o amor falha, sim, porque ele falha, cubro-me de novas cores. Visto-me com novas poesias. E fico quietinha. Quando o amor falha, eu não falho. Não me permito...

... E descubro em mim um desejo de te amar mais.